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07 março, 2006

Sociedade dos Poetas Mortos



Pra começar diferente, vamos elogiar!

Filme: Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society - 1989)
Direção: Peter Weir
Com: Robin Williams, Ethan Halwk, Robert Sean Leonard, Norman Lloyd.
Oscar de melhor roteiro original e indicação pro titio Robin Williams

"Fui à floresta porque queria viver de verdade. Eu queria viver profundamente e tirar toda a essência da vida, fazer apodrecer tudo o que não era vida, e não, ao morrer, descobrir que não vivi". Carpe Diem... aproveitem o dia, rapazes!
Com essa frase de impacto, Mr. Keating arrebata seus alunos rumo à uma viagem sem volta: rumo aos questionamentos da vida. Até então, meros joguetes do destino que seus pais moldaram à suas imagens e de acordo com planos próprio, os alunos da "Welton Academy" estariam para embarcar na maior jornada de suas vidas (ok, sei que eu fui muuuiito clichê na frase, mas fazer o quê?).

Essa é a magia deste que, certamente, estará um dia no hall dos melhores filmes da história! O que mais me intriga e, confesso, irrita um pouco, é ver milhares de pessoas dizerem à esmo: "Carpe Diem". A maioria delas nem sabe que o que elas dizem é latin e muitas não imaginam que a expressão só se tornou popular graças a interpretação magnífica de Sir. Robin Williams.

Voltando ao filme! Um dos mais conceituados colégios dos EUA (blergh!) começa mais um ano letivo, só que dessa vez um de seus ex-alunos é contratado como o novo professor de literatura. Logo na primeira aula pede para seus alunos a arrancarem de seus livros a introdução de como se medir a poesia.

Seguem-se cenas do mestre instruindo seus alunos a lutarem por seus ideais, vencerem seus medos, enfrentarem as dificuldades e ir em busca da felicidade. Neil, Knox, Pitts, Meks, Charles e Todd descobrem em um antigo anuário que o Mr. Keating foi o fundador da Sociedade dos Poetas Mortos. Resolvem re-inaugurar essa sociedade secreta e, dalí nasce uma amizade e cumplicidade que fará com que todos amadureçam com alegrias, aventuras e algumas tragédias. (não vou estragar o filme pra quem ainda não assistiu, mesmo considerando um pecado mortal saber que alguém deixou de ver tal feito!).

A direção firme e focada de Peter Weir, faz com que os jovens atores fiquem no patamar do mestre Robin. Extraindo uma interpretação precisa de cada um desse jovens talentos, Weir conduz com maestria uma sinfonia que faz bem aos olhos, ouvidos e alma.
O filme além de ser um excelente entreterimento, é educativo e acho que nos dias de hoje poderia ensinar alguns valores esquecidos por alguns, tais como: amizade, honra, coragem, verdade e um pouquinho de sonho. Pena que não dá pra ver na telona de uma sala de cinema, mas tudo bem!

Indicado pra ver à dois, com os amigos, família e até mesmo sozinho.

"Oh capitan, my capitan!"

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