Não Por Acaso

Não Por Acaso (Não Por Acaso, Brasil 2007)
Direção: Phillippe Barcinski
Com: Rodrigo Santoro, Leonardo Medeiros, Letícia Sabatella, Graziella Moretto e Cássia Kiss.
A premissa do filme é básica. Dois segundos podem mudar uma vida. No caso do filme, quatro vidas. A história é, em teoria, banal: um acidente de trânsito muda completamente a rotina de dois homens que tem as vidas sob controle e dentro de uma realidade tomada por rotinas metódicas.
Direção: Phillippe Barcinski
Com: Rodrigo Santoro, Leonardo Medeiros, Letícia Sabatella, Graziella Moretto e Cássia Kiss.
A premissa do filme é básica. Dois segundos podem mudar uma vida. No caso do filme, quatro vidas. A história é, em teoria, banal: um acidente de trânsito muda completamente a rotina de dois homens que tem as vidas sob controle e dentro de uma realidade tomada por rotinas metódicas.
Bem, explicando assim parece um filme comum com uma trama simples. Ao contrário, Não Por Acaso é um dos mais belos relatos do mundo masculino e de como visualmente um filme pode se expressar sem a necessidade das palavras.
Eu sou chato. Não suporto aquelas conversas intermináveis sobre os significados de tal e tal cena em determinado filme, mas mesmo assim prestei atenção em muitas das metáforas visuais do longa de Phillippe Barcinski. Nunca dou dicas em relação aos filmes, mas prestem atenção aos detalhes visuais de cada cena.
Rodrigo Santoro se transforma no simples jogador de sinuca que herdou a oficina do pai na qual constrói as mesas para o seu jogo controlado. Leonardo Medeiros, sempre ótimo, esta as voltas com um engenheiro de trafego na cidade com o trânsito mais caótico do Brasil, São Paulo.
É nesse ponto em que esse diretor carioca ganha a minha simpatia. Ao olhar para São Paulo como alguém de fora, ele capta as belezas já desapercebidas pelos moradores e mostra a cidade como um ser vivo, com defeitos e qualidades.
Me pego pensando que quero rever o filme. Esse é um filme que fala de mudanças impostas pela vida e a maneira como os homens lidam com a dor, a perda e a solidão.
Um filme indicado para quem gosta de entender sem ter que explicar.


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