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03 dezembro, 2011

Um Dia


Um Dia (One Day, USA 2011)
Direção: Lone Scherfig
Com: Anne Hathaway e Jim Strugees.

Confesso que está difícil pensar em algo para escrever sobre esse filme. Não é ótimo, mas não é totalmente descartável. Algo me falta para descrever o que eu vi, mas vamos tentar.

Emma e Dexter se conhecem no dia 15 de julho de 1988 e, após uma noite de quase amor, ficam amigos e desenvolvem um relacionamento ao qual veremos o desenvolvimento através dos anos sempre que passarem por essa data. Ao longo de 20 anos somos inseridos no cotidiano deles e, anualmente veremos suas mudanças, dramas e o quanto uma pessoa que conhecemos ao acaso pode passar a ser tão importante em nossas vidas.

Temos em Emma uma mulher insegura, mas cheia de sonhos e planos de um futuro brilhante. Seu otimismo e bom humor fazem contraste com todas as suas regras e metas pré-estabelecidas. Dexter é o típico filhinho de papai que só quer fugir de responsabilidades. Somente o presente importa, satisfação imediata e como tirar proveito da vida ao máximo. Devido ao seu tom arrogante, chegamos muitas vezes a nos voltar contra esse temperamento.

A diretora dinamarquesa erra na mão. A direção de atores é insegura e faz com que a dupla de protagonistas se perca em suas interpretações. A história tem pontos interessantes – como a passagem dos anos, muitas vezes sem que ambos estejam juntos – mas falta àquela tensão, a paixão, algo a mais que conecte esses dois estranhos que são mais amigos que amantes.

Talvez o livro Um Dia funcione melhor. Não sei. Mas como disse no começo, não é algo para passar batido, nem um filme fundamental. É uma história de amor com altos e baixos, assim como a vida, com um final melancólico e um desenrolar um pouco frio.

Indicado para quem quiser tirar suas próprias conclusões.

3 Comentários:

Anonymous Mariana Montenegro disse...

Será que cai naquele clichê que normalmente as mulheres curtem mais filmes "água com açucar" e blá, blá, blá... Mas me parece que gostei mais que você. Os atores se perdem, na própria incapacidade de encontro dos personagens. E como a inseguraça se torna propriedade, torna-se coragem no cado de Emma. E o bonitão, Dex, tão senhor de si, se fecha, foge, se enrosca, foge, amendronta-se, foge... caminhos que soam bem familiares nos nossos dias. E o fim, é apenas o começo.

11:36 PM

 
Blogger Criticador disse...

Sou fã dos filmes "água com açúcar".
Mas confesso que faltou doçúra nesse! Acho que podia ter um pouco mais de tensão e rompantes de emoção dos dois para justificar tantos anos de idas e vindas...

11:42 PM

 
Anonymous Mairiana Montenegro disse...

Justificativas nem sempre são feitas de emoção e tensão! E não são necessariamente "visíveis" Tem momentos que menos açucar = mais sabor...!

11:53 PM

 

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