Peixe Grande

Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish, EUA 2003)*
Direção: Tim Burton
Com: Albert Finney, Ewan McGregor, Billy Crudup, Jessica Lange, Alison Lohman, Helena Bonham Carter e Danny DeVito.
Gostaria de avisar ao leitor desse blog que para falar deste filme eu serei totalmente parcial, pois ele é muito especial para a minha pessoa. Não esperem uma crítica isenta de sentimentos e sim, um texto com muitas opiniões pessoais.
Foi em julho de 2004 que eu tive o prazer de assistir ao filme de Tim Burton. Confesso que apertei o play sem maiores pretensões, pois como na maioria das vezes, eu já tinha lido bastante sobre ele e sabia o que esperar. Mas eu errei. O que vi foi uma das mais belas histórias contadas pelo cinema.
Willian Bloom tem um único problema na sua vida: seu pai. Desde pequeno Edward Bloom contou para seu filho suas histórias e aventuras vividas em toda a sua vida, mas como nunca soube o quanto disso era verdade e o quanto era fantasia, Will decidiu se afastar de seu pai por julgá-lo mentiroso. Três anos após o último encontro, ele volta para ver seu pai que está muito doente e é desse reencontro que começa uma história sobre amor, diferenças e laços que nem o tempo é capaz de separar.
Com muita magia vai surgindo na tela todo o caminho percorrido pelo jovem Ed Bloom em busca de desafios e sonhos. A fantasia fica a cargo dos cenários e ângulos que sempre nos mostram uma perspectiva diferente de cada tema e as metáforas estão em tudo ao redor e nos gestos dos personagens. Até mesmo as coisas que ficam subentendidas se tornam as mais belas.
Albert Finney mostra o motivo de ter uma estatueta dourada na prateleira de casa, Ewan McGregor continua sua trilha de bons filmes e ótimas interpretação e Jessica Lange continua bela e doce colorindo ainda mais a história. Tim Burton acerta ao convidar seus amigos, como Danny DeVito e sua musa Helena Bonham Carter para integrar o elenco. A trilha sonora está impecável e a produção capricha no visual do filme para transpor todo o imaginário do diretor em cena.
As pessoas amargas odiarão o filme, os literais o abominarão e os céticos o desprezarão. Agora se você tem em seu intimo a vontade de ver o que há de mais belo nas coisas, com certeza irá se emocionar com cada vírgula dessa aventura sobre a vida de dois homens tão diferentes e com tanto em comum.
Um filme para chorar, para rir e para ensinar algumas lições.
*(Excepcionalmente dedicado ao meu pai).



