Um espaço destinado para espezinhar e avaliar filmes com comentários sarcásticos, bem-humorados e pessoais.

12 junho, 2006

Amores Possíveis


Amores Possíveis - (Amores Possíveis, Brasil 2001)
Direção: Sandra Werneck
Com: Murilo Benício, Carolina Ferraz, Emílio de Melo, Irene Ravach, Beth Goulart e Drica Moraes.

Uma decisão pode mudar o rumo de nossas vidas. Mas que final teria a nossa história se tivéssemos escolhido outro caminho. Essa é a prerrogativa que Amores Possíveis coloca em cena com beleza e romance.

Carlos marca encontro com Júlia no cinema, mas ela não aparece. 15 anos depois eles se encontram, mas a vida está diferente para ambos. São três histórias diferentes em que eles se cruzam e tem toda a vida modificada. Em uma das histórias eles se encontram numa galeria, ele casado, ela solteira e resolvem ter um caso. Na outra eles tem um filho, mas estão separados, pois Carlos a trocou pelo melhor amigo, deixando Júlia uma pessoa amarga e sem brilho. E, na terceira ele virou um solteirão convicto que vive com a mãe, reencontra Júlia e descobre que ela viajou o mundo e que se tornou uma pessoa muito "alternativa".

Sandra Werneck conduz com leveza essas escolhas que eles fazem ao correr do filme. Ela mostra extrema habilidade em dirigir o então casal Murilo Benício e Carolina Ferraz, além de trazer realismo para os diálogos, com humor, sarcasmo e romantismo típico de um casal apaixonado. Emilio de Melo é o destaque do elenco fazendo o amigo de Carlos e mostrando todo seu talento em cenas que vão do drama ao pastelão.

Um filme sensível, bonito e diferente dos padrões nacionais. A boa trilha sonora traz os então desconhecidos Seu Jorge e Paula Lima e conta ainda com Ana Carolina, Paulinho Moska, Chico Buarque e Zizi Possi cantando “Dueto” e Tim Maia com “Me Dê Motivo”.Comédia romântica de qualidade que faz você ter vontade de sair na rua e buscar alguém para amar. Isso se essa pessoa não estiver do seu lado vendo o filme.

Dica de hoje para ver hoje!

Feliz Dia dos Namorados para os namorados, ficantes, viúvos, casados e solteiros.

05 junho, 2006

Simplesmente Amor


Simplesmente Amor (Love Actually, Inglaterra 2003).
Direção e Roteiro: Richard Curtis.
Com: Liam Neeson, Hugh Grant, Emma Thompson, Alan Rickman, Rodrigo Santoro, Rowan Atkinson, Keira Knightley, Colin Firth, Laura Linney e Bill Nighy.

Richard Curtis é um romântico incurável! Não bastava ele escrever os roteiros de Quatro Casamentos e um Funeral, Um Lugar Chamado Nothing Hill e O Diário de Bridget Jones, ele fez um filme que tem apenas um tema: o amor. Ele filma esse amor em todas as suas manifestações, de todos os jeitos e mostra que esse assunto nunca fica obsoleto.

É impossível não se apaixonar pela história do menino que acaba de perder a mãe e se diz perdidamente apaixonado por uma coleginha de escola, contando sempre com a ajuda do padrasto romântico e prestativo, interpretado por Liam Neeson. Ou então pela trajetória Jamie, um escritor que busca solidão para curar o coração e acaba se apaixonado pela bela Sophia. E tem também o amor platônico de Mark por Juliet, esposa de seu melhor amigo. O primeiro-ministro da Inglaterra que cai de amores pela sua nova secretária.

Enfim, nessa infinidade de histórias que se entrelaçam, cria-se um filme que pode ser umas das melhores comédias românticas de todos os tempos. Muito bem filmado, original, piadas pra lá de bem-humoradas com direito a muita tiração de sarro com os americanos. É difícil não se apaixonar ou se identificar com alguma dessas histórias.

Na minha opinião este já é um clássico filme de namorados, amantes, casados e todos que tem o amor como fonte de inspiração. Afinal, se você prestar atenção, este próprio texto é cheio de palavras que falam apenas disso.

Mais um filme para o dia dos namorados!

Love, love, love… All we need is love...

Doce Novembro


Doce Novembro (Sweet November, EUA 2001).
Direção: Pat O’Connor
Com: Keanu Reeves, Charlize Theron, Jason Isaasc e Greg Germann.

Dando continuidade aos filmes românticos para o mês dos namorados eu tiro da prateleira Doce Novembro.

Keanu Reeves faz Nelson Moss, um publicitário workaholic que não tem vida própria, prazeres ou qualquer relação verdadeira, ele definitivamente vive para o trabalho. Quando tem que fazer a renovação de sua carteira de habilitação ele conhece Sara, uma mulher bela e incomum que atravessa seu caminho. Depois de perder a cabeça e o trabalho, ele decide aceitar a proposta de passar um mês morando com a bela estranha. Apenas um mês para mudar sua vida.

Nelson aprende a apreciar coisas simples e ver o lado mais humano da vida enquanto aflorar um amor verdadeiro pela encantadora Sara. Mas o que ele não imagina é que a sua amada tem segredos que ele nunca desejaria descobrir.

Bonito, tocante e por vezes triste, Doce Novembro cumpre a cartilha dos dramas amorosos mostrando as alegrias de um amor e, ao mesmo tempo em que deixa claro a fragilidade humana. As situações engraçadas ficam por conta do casal gay vivido pelo sempre ótimo Jason Isaasc e por Michael Rosenbaum, mais conhecido com o Lex Luthor de Smallvile.

É triste, mas a história nos mostra como é bom valorizar certas coisas.
Vale a pena assistir bem acompanhado.

Como se Fosse a Primeira Vez


Como se Fosse a Primeira Vez (50 First Dates, EUA 2004)
Direção: Peter Segal
Com: Adam Sandler, Drew Barrymore, Sean Astin, Rob Schneider e Dan Aykroyd.

Confesso que sentei para assistir este filme com os dois pés atrás. Convenhamos que o trailer não ajuda muito e pensei que veria o casal principal pagando os maiores micos em piadas de humor físico e apelativo. Mas eu me enganei. O que eu vi foi uma ótima comédia romântica, com piadas muito boas e totalmente originais.

Henry Roth é veterinário de um parque aquático no Havaí que tem como passatempo favorito iludir as turistas com as mais escabrosas histórias e levá-las para a cama. Isso até conhecer Lucy, uma encantadora moradora local que ele conhece em uma manhã no café Ulukai. A paixão é imediata e os dois saem felizes da vida de seu primeiro encontro. Mas o que Henry não sabe é que sua amada sofre de amnésia e que todo dia ele terá que conquistá-la como se fosse a primeira vez. São daí que saem as melhores piadas do longa com ela dando os melhores e mais criativos foras nele.

O elenco parece à vontade e entrosado. Adam Sandler mostra seu lado romântico que não aparecia desde Embriagado de Amor e Drew Barrymore faz um ótimo trabalho como a desmemoriada Lucy. Rob Schneider fica com as palhaçadas de sempre no papel de Ula, melhor amigo de Henry, Sean Astin faz o irmão "bombado" de Lucy e Dan Aykroyd dá as caras como o médico dela.

Um bom filme, com uma direção na medida e um roteiro que tem como maior trunfo sua leveza e originalidade. Tem furos, é verdade, mas que são superados pela despretensão de uma Sessão da Tarde. O único clichê é o final feliz, mas não pense que é qualquer final. Até aqui o filme surpreende.

Indicado para ver no mês dos namorados.

X-MEN 3


X-Men 3 - O Desafio Final (X-Men 3 – The Last Stand, EUA 2006)
Direção: Brett Ratner
Com: Hugh Jackman, Halle Berry, Ian McKellen, Patrick Stuart, James Marsden, Anna Paquin, Rebecca Romijn e Kelsey Grammer.

Eu gostei! Tive o prazer de ver o filme na estréia e sabia que eu ia gostar antes mesmo de começar a seção. Entenda o porque disso: o elenco original foi mantido, os efeitos evoluíram com o passar dos anos e o substituto de Bryan Singer foi Brett Ratner, um dos diretores mais legais do cinema americano. Ele já tinha provado seu talento com A Hora do Rush e com Um Homem de Família, portanto tinha cacife para fazer um ótimo filme. E fez!

O filme começa com a descoberta de uma vacina que "cura" os mutantes de seus poderes, algo que causa uma tremenda polêmica dentro da comunidade mutante. Com uns se rebelando e outros correndo atrás do possível fim de seus problemas, Magneto aproveita para recrutar soldados e declara guerra a todos que são a favor dessa tal "cura".

Nesse meio tempo descobrimos que Jean não morreu, mas que também não é a mesma. Agora entra em cena a Fênix, velha conhecida dos leitores de quadrinhos, ela se alia a Magneto e se volta contra seus antigos amigos. Aos nossos heróis só resta tentar apaziguar a situação entre mutantes e humanos e, ao mesmo tempo salvar suas peles.

Prepare-se para ver Wolverine lutando como um animal, Tempestade usando seus poderes ao máximo pela primeira vez e acompanhe a evolução de Bobby - o Homem de Gelo, Vampira, Colossus e Kitty Pride. No lado dos vilões veremos Piro mais crescidinho e o Fanático arrebentar tudo. Mas o Dr. Hank McCoy - o Fera, impressiona pela maquiagem e interpretação na medida de Kelsey Grammer.

X-Men 3 faz jus a franquia e coloca mocinhos e bandidos em lugares bem definidos, mas mostra que as ações de ambos se justificam, mas nunca coloca em dúvida quem está certo. Muita ação, efeitos especiais, aventura e drama. Os mais fanáticos vão pedir continuação. Eu também!

Ah! E fique no cinema até o final dos créditos.