Um espaço destinado para espezinhar e avaliar filmes com comentários sarcásticos, bem-humorados e pessoais.

28 agosto, 2008

Hancock


Hancock (Hancock, EUA 2008).
Direção: Peter Berg
Com: Will Smith, Charlize Theron e Jason Bateman.

Tremenda patetada! É o que se resume Hancock, mais um mega-boga sucesso do Will Smith. O filme tinha tudo pra ser hilário, mas (desculpe o português) cagaram feio!

Pensa só: único super-herói que existe, forte, voa e é indestrutível, mas pelo outro lado bebe, xinga todo mundo e destrói tudo por onde passa. Em mãos habilidosas daria uma comédia mais do que engraçada e marcaria história. Só que Peter Berg é mais fraquinho que a Olivia Palito.

Quando o filme começa você ainda tem algumas esperanças de tudo se ajeitar, mas a partir do momento que o filme tenta colocar um pouquinho de drama ou de uma história mais heróica, tudo vem abaixo. Will Smith está ótimo no papel de superman-bebum, mas o resto do elenco decepciona feio. Charlize Theron está perdidinha no seu papel de mulher do relações publicas salvo por Hancock. Jason Bateman até que se esforça, mas força demais na cara de bom moço.

Pelo que eu li na internet o roteiro original era de um humor mais escancarado e por vezes escatológico, mas como Hollywood só pensa em grana eles tiraram essas idéias para as crianças encherem as salas. Uma pena, pois eu adoraria ver nosso astro matando uma mulher depois de um orgasmo(é sério)!

Só indico esse filme para alguém que eu esteja com raiva ou para sacanear mesmo!

27 agosto, 2008

30 Dias de Noite


30 Dias de Noite (30 Days of Night, Nova Zelândia / EUA 2007).
Direção: David Slade
Com: Josh Hartnett, Stella Oleson, Danny Huston e Ben Foster.

Não sou muito preconceituoso quanto a filmes. Gosto de assistir de tudo, com exceção daqueles pseudo-filmes-iranianos-pau-no-cú-com-final-de-bosta! Mas terror eu não sou muito chegado, pois normalmente as histórias são apenas um fiapo que servem para assustar e ganhar dinheiro com adolescentes descerebrados. Só que 30 Dias de Noite vem com uma vantagem: é adaptação de uma premiada Grafic Novel (tá bom, podem chamar de gibi!).

A história tem uma premissa interessante. O que aconteceria se um bando de vampiros fosse m para o Alasca no período em que o sol chega a ficar trinta dias sem dar as caras? Se a resposta na sua cabeça é "banho de sangue" você merece um biscoitinho! É no último dia de sol que somos apresentados aos moradores de Barrow, pequena cidade localizada no inabitável deserto gelado. Eben (Josh Hartnett) é o xerife que toma conta da cidade e prepara tudo para o mês de escuridão que se aproxima enquanto Melissa (Stella Oleson), sua esposa está de partida para o sul como metade da cidade que não ficará nesse período. No caminho ela sofre um acidente de carro e não chega a tempo no aeroporto. Conforme a noite vai se aproximando, fatos bizarros começam a acontecer e preparam o terreno para a grande aparição dos dentuços sedentos.

Ver os habitantes serem massacrados é tenso, mas vê-los escapar e se esconder é como ver um gato brincar com um camundongo e esperar (sadicamente) pelo pior.

Tirando a mega-estranha interpretação do líder dos vampiros (Danny Huston) o filme é bem feito, tenso e com o clima ideal. O material tem uma autenticidade que foge dos clichês susto – morte – final tosco. Filme despretensioso, mas bem feito!

Indicado para ver numa noite bem fria tomando um bloody Mary.

O Gângster


O Gângster (American Gansgter, EUA 2007).
Direção: Ridley Scott
Com: Denzel Washington, Russell Crowe, Chiwetel Ejiofor, Josh Brolin, Ruby Dee e Cuba Gooding Jr.

Filmes baseados em personagens reais normalmente escondem ou maquiam a realidade dos envolvidos. Duvido que esse seja o caso. Afinal, se o tal “american gangster” foi pior do que o mostrado no filme eu não me atreveria a escrever essa critica sabendo que ele está vivo e solto!

Frank Lucas (Denzel Washington) era braço direito de um grande mafioso de Nova York e. logo após sua morte assume os negócios deixando bem claro que quem manda agora é ele. Mas na época da guerra do Vietnã os Estados Unidos está assolado pela pobreza e drogas não é para pobres. Para mudar essa situação, Frank resolve trazer heroína direta da fonte, cortando os seus intermediários e construindo o maior império de drogas e afundando ainda mais os miseráveis da cidade.

O detetive Richie Roberts é quem vai ao seu encalço. Mas como aqui tudo se trata de realidade, não vão pensando que vocês verão o herói perfeito. Sim, ele é incorruptível, mas cheio de defeitos: não dá atenção à família, trai a mulher e vive para o trabalho. Mesmo sem poder confiar muito em seus companheiros policiais ele se empenha na busca pela fonte das drogas que estão destruindo toda uma sociedade.

As habilidades de Ridley Scott como contador de boas histórias o precedem, mas é na direção de atores que ele tem seu grande trunfo! A dupla principal parece duelar com personagens feitos sob encomenda. O elenco de apoio não desafina e dá o suporte necessário para contar essa história fascinante.

Não se assuste com a duração do filme (157 min.), pois além de passar rápido, será diversão na certa.

Indicado para ver acompanhado de coca... cola!

Desejo e Reparação


Desejo e Reparação (Atonement, Inglaterra 2007).
Direção: Joe Wright
Com: Keira Knightley, James McAvoy, Vanessa Redgrave, Brenda Blethyn e Romola Garai

Eu sempre vou ser um chato em questão de como se cria uma criança! Pode ser por eu ainda não ter criado nenhuma, mas a meu ver, quem mima demais pode acabar criando um demoniozinho em forma de gente.

A história deste filme nada mais é do que a comprovação da minha última frase.

Briony Tallis é uma menina de apenas treze anos que mora em uma longínqua mansão e, nas horas vagas escreve (e muito bem!). Enquanto seus pais a incentivam a escrever peças, fazem suas vontades e abdicam do dever de criá-la, Briony vai levando a vida como quer. Até o dia em que vê o que acha ser uma briga entre sua irmã Cecília (Keira Knightley) e o criado Robbie Turner (James McAvoy, impecável como sempre). Depois vê os dois se agarrando e logo imagina que o cara é um pervertido. Isso é apenas o estopim de uma série de acontecimentos e tragédias que levam o rapaz a ser preso e, depois enviado a segunda guerra.

Confesso que não sou grande fã desse tipo de filme, pois assim como com Orgulho e Preconceito eu torci o nariz e demorei para assistir. Mas o resultado sempre impressiona. O diretor Joe Wright dirige seu segundo longa com extrema habilidade e na adaptação do romance de Ian McEwan se consagra como um excelente diretor de épicos. A cena da praia é uma das mais técnicas e belas que eu já vistas!

A tristeza é retratada com beleza plástica, planos longos e hipnotizantes, o que faz com que o ótimo trabalho de atores ressalte ainda mais a história e torna a experiência do filme em um pequeno prazer. Triste, belo e certeiro.

Indicado para ver de uma vez só!