O Palhaço
O Palhaço (O Palhaço, 2011 Brasil)
Direção: Selton Mello
Com: Selton Mello e Paulo José
Lembrei de uma conversa que tive com o amigo e ator Otavio Linhares em que eu perguntei o porquê dele não fazer comédias e ele respondeu: “Drama é cômico! Nos relacionamos tanto com os problemas dos dramas que damos risada deles.” Não tem frase melhor para descrever O Palhaço.
Benjamin (um Selton Mello contido e exuberante) é Pangaré, palhaço que faz dupla com Puro Sangue (Paulo José) no Circo Esperança. Juntos, além das palhaçadas de picadeiro, administram a trupe que viaja pelo interior do Brasil se apresentando e ganhando uns trocados.
Mas Benjamin já não acha tudo tão engraçado. Todos os problemas de dinheiro, infra-estrutura, locação, comida e até falta de um sutiã grande tem que ser resolvidos por ele. Percebemos nos olhos dele a dúvida entre seguir em frente ou largar tudo. Ele vaga como um fantasma entre os carismáticos e caricatos personagens do circo.
Em seu segundo longa, Selton Mello nos conta uma fabula distante e, ao mesmo tempo, perto de nossa realidade. As angustias e urgências de Benjamin falam através de seus olhos. Até sua hilária obsessão por um ventilador consegue nos tocar de alguma maneira.
Mas é na direção de atores que temos o ponto alto: os integrantes estão excelentes com suas interpretações ora exageradas, ora singelas; Paulo José esbanjando talento; os olhos da menina Larissa Manoela seguindo os passos de todos; as impagáveis participações especiais de Jackson Antunes, Tonico Pereira, Jorge Loredo, Danton Mello, Moacir Franco e Ferrugem. Preste atenção na trilha sonora que vai de Nelson Gonçalves a Nelson Ned!
Assista em um cinema. Ria de algumas piadas. Ria de algumas risadas de piadas que você não riu. Preste atenção em cada olhar dos personagens e da platéia. Não vai ser o melhor filme da sua vida, você não vai gargalhar como em uma boa comédia e não verterá rios de lágrimas. Mas o sorriso no canto da boca será inevitável.
Indicado para um domingo chuvoso!
Benjamin (um Selton Mello contido e exuberante) é Pangaré, palhaço que faz dupla com Puro Sangue (Paulo José) no Circo Esperança. Juntos, além das palhaçadas de picadeiro, administram a trupe que viaja pelo interior do Brasil se apresentando e ganhando uns trocados.
Mas Benjamin já não acha tudo tão engraçado. Todos os problemas de dinheiro, infra-estrutura, locação, comida e até falta de um sutiã grande tem que ser resolvidos por ele. Percebemos nos olhos dele a dúvida entre seguir em frente ou largar tudo. Ele vaga como um fantasma entre os carismáticos e caricatos personagens do circo.
Em seu segundo longa, Selton Mello nos conta uma fabula distante e, ao mesmo tempo, perto de nossa realidade. As angustias e urgências de Benjamin falam através de seus olhos. Até sua hilária obsessão por um ventilador consegue nos tocar de alguma maneira.
Mas é na direção de atores que temos o ponto alto: os integrantes estão excelentes com suas interpretações ora exageradas, ora singelas; Paulo José esbanjando talento; os olhos da menina Larissa Manoela seguindo os passos de todos; as impagáveis participações especiais de Jackson Antunes, Tonico Pereira, Jorge Loredo, Danton Mello, Moacir Franco e Ferrugem. Preste atenção na trilha sonora que vai de Nelson Gonçalves a Nelson Ned!
Assista em um cinema. Ria de algumas piadas. Ria de algumas risadas de piadas que você não riu. Preste atenção em cada olhar dos personagens e da platéia. Não vai ser o melhor filme da sua vida, você não vai gargalhar como em uma boa comédia e não verterá rios de lágrimas. Mas o sorriso no canto da boca será inevitável.
Indicado para um domingo chuvoso!


